O governador do Acre, Tião Viana (PT), considera “grave” a situação na fronteira com o Peru, onde grupos paramilitares peruanos, armados com fuzis e metralhadoras, cercaram cinco funcionários da base da Frente de Proteção Etnoambiental, mantida pela Funai (Fundação Nacional do Índio), no igarapé Xinane.
A região é habitada por quatro etnias de índios isolados, que ficaram conhecidos mundialmente quando foram fotografados pela primeira vez. As imagens de dois guerreiros atirando flechas no avião da equipe da Funai, publicadas com exclusividade por Terra Magazine, em maio de 2008, tiveram enorme repercussão dentro e fora do País.
Preocupado com a segurança da equipe da Funai na região e com a possibilidade de que os índios isolados tenham sido alvo de violência dos grupos paramilitares peruanos, o governador telefonou para o ministro da Justiça, o diretor-geral da Polícia Federal, o presidente da Funai e o general do Exército José Elito Carvalho Siqueira, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
(Blog da Amazônia)
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
PERUANOS CERCAM EQUIPE DA FUNAI
Funcionários da Funai (Fundação Nacional do Índio) permanecem cercados por um grupo paramilitar peruano que invadiu o território brasileiro, na fronteira do Acre com o Peru. Os peruanos estão armados com fuzis e metralhadoras.
Os quatro funcionários e o sertanista José Carlos dos Reis Meirelles, que trabalha para eles, foram levados em helicóptero durante operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (5).
A equipe decidiu permanecer na Frente de Proteção Etnoambiental do Rio Envira, mantida pela Funai no igarapé Xinane, na tentativa de proteger os índios isolados da região.
Com base nos vestígios encontrados na floresta, a equipe da Funai estima a presença de pelo menos cinco homens em mais de um grupo paramilitar.
Os peruanos rondam a base e deixam os funcionários em situação de extrema vulnerabilidade em caso de conflito armado. A situação não depende mais da ação da Funai, pois se configura uma questão de segurança nacional.
Os quatro funcionários e o sertanista José Carlos dos Reis Meirelles, que trabalha para eles, foram levados em helicóptero durante operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (5).
A equipe decidiu permanecer na Frente de Proteção Etnoambiental do Rio Envira, mantida pela Funai no igarapé Xinane, na tentativa de proteger os índios isolados da região.
Com base nos vestígios encontrados na floresta, a equipe da Funai estima a presença de pelo menos cinco homens em mais de um grupo paramilitar.
Os peruanos rondam a base e deixam os funcionários em situação de extrema vulnerabilidade em caso de conflito armado. A situação não depende mais da ação da Funai, pois se configura uma questão de segurança nacional.
sábado, 6 de agosto de 2011
GRUPO PARAMILITAR PERUANO INVADE O ACRE
Ao assumir o cargo de ministro da Defesa, Celso Amorim terá que lidar com um problema recorrente no extremo-oeste do país: um grupo paramilitar peruano invadiu o território brasileiro, na fronteira do Acre com o Peru, na área dos índios isolados, onde a Funai (Fundação Nacional do Índio) mantém a Frente de Proteção Etnoambiental do Rio Envira.
A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (5) a operação com uso de helicóptero no igarapé Xinane, onde a Funai mantém uma base, mas conseguiu prender apenas o português Joaquim Antonio Custodio Fadista, de 57 anos.
Fontes da Superintendência da Polícia Federal no Acre confirmaram a operação, mas assinalaram que não podem se manifestar a respeito dela.
- O assunto é sensível porque envolve a segurança nacional e a relação dos dois países. Aguardamos autorização de Brasília para divulgar relato e imagens da operação - disse uma das fontes da PF.
O sertanista José Carlos dos Reis Meirelles contou que a operação foi muito rápida e todos que dela participaram já se deixaram a fronteira.
- Já que ninguém deste Estado brasileiro se dispõe a ficar aqui, tomamos a decisão, Carlos Travassos, coordenador dos isolados, Artur Meirelles, coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental, eu, e dois mateiros nossos, Marreta e Chicão, de vir pra cá. Fomos deixados pelo helicóptero da operação - relatou o sertanista.
Em março, o português Joaquim Fadista foi detido pelo pessoal da Frente de Proteção Etnoambiental por tráfico internacional de droga. Entregue à PF, foi extraditado, mas voltou para a região.
Fadista já era procurado pela Polícia Nacional Peruana por tráfico de drogas quando foi preso pela primeira vez. Na ocasião, ao ser abordado, jogou no leito do Rio Envira uma mochila contendo supostamente 20 quilos de cocaína.
Mensagem do sertanista
Direto da base da Funai, José Carlos dos Reis Meirelles enviou uma mensagem sobre a operação da Polícia Federal. Segundo o sertanista, o traficante português voltou com um grupo de pessoas cuja quantidade é desconhecida.
Eis o relato do sertanista:
“A todos companheiros de luta e família,
Como o tempo é curto e é muita gente, me desculpem misturar familiares e trabalho.
Como todos sabem a nossa base do Xinane foi invadida por um grupo paramilitar peruano, onde foi preso por uma operação da polícia federal, um único integrante. O famoso Joaquim Fadista, que já tinha sido pego aqui por nosso pessoal, foi extraditado e voltou. Com um grupo de pessoas cuja quantidade não sabemos.
A operação foi muito rápida e hoje todo mundo foi embora. Nossa base ficou só de novo.
Já que ninguém deste Estado brasileiro se dispõe a ficar aqui, tomamos a decisão, Carlos Travassos, coordenador dos isolados, Artur coordenador da frente, Eu, e dois mateiros nossos, Marreta e Chicão, de vir prá cá.
Fomos deixados pelo helicóptero da operação.
Os caras ainda estão por aqui. Correram quando o helicóptero chegou. Rasto fresco e cortado de hoje. Se o povo da PF ou exercito estivesse aqui a gente pegava todo mundo.
Mas parece que as coisas não são bem assim. Talvez se esse grupo tivesse invadido algum canteiro de obra o PAC, metade do exército já estaria lá.
Mas como é uma basezinha da Funai, área de índios isolados…
O fato é que aqui ficaremos até que alguém ache que uma invasão do território brasileiro por um grupo paramilitar peruano, é algo que mereça atenção.
Somos irresponsáveis. Talvez. Mas antes de tudo existe um compromisso maior com os índios isolados e os contatados nossos vizinhos Ashaninka.
Não temos resposta pra tudo isso. Mas estamos bem perto das perguntas.
Permaneceremos aqui. E nem venham nos buscar para abandonar a base de novo e nem venham aqui passar dois dias.
Se vierem venham pra resolver o problema.
Caso contrário, a gente mesmo vê o que faz.
Um abraço a todos”
A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (5) a operação com uso de helicóptero no igarapé Xinane, onde a Funai mantém uma base, mas conseguiu prender apenas o português Joaquim Antonio Custodio Fadista, de 57 anos.
Fontes da Superintendência da Polícia Federal no Acre confirmaram a operação, mas assinalaram que não podem se manifestar a respeito dela.
- O assunto é sensível porque envolve a segurança nacional e a relação dos dois países. Aguardamos autorização de Brasília para divulgar relato e imagens da operação - disse uma das fontes da PF.
O sertanista José Carlos dos Reis Meirelles contou que a operação foi muito rápida e todos que dela participaram já se deixaram a fronteira.
- Já que ninguém deste Estado brasileiro se dispõe a ficar aqui, tomamos a decisão, Carlos Travassos, coordenador dos isolados, Artur Meirelles, coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental, eu, e dois mateiros nossos, Marreta e Chicão, de vir pra cá. Fomos deixados pelo helicóptero da operação - relatou o sertanista.
Em março, o português Joaquim Fadista foi detido pelo pessoal da Frente de Proteção Etnoambiental por tráfico internacional de droga. Entregue à PF, foi extraditado, mas voltou para a região.
Fadista já era procurado pela Polícia Nacional Peruana por tráfico de drogas quando foi preso pela primeira vez. Na ocasião, ao ser abordado, jogou no leito do Rio Envira uma mochila contendo supostamente 20 quilos de cocaína.
Mensagem do sertanista
Direto da base da Funai, José Carlos dos Reis Meirelles enviou uma mensagem sobre a operação da Polícia Federal. Segundo o sertanista, o traficante português voltou com um grupo de pessoas cuja quantidade é desconhecida.
Eis o relato do sertanista:
“A todos companheiros de luta e família,
Como o tempo é curto e é muita gente, me desculpem misturar familiares e trabalho.
Como todos sabem a nossa base do Xinane foi invadida por um grupo paramilitar peruano, onde foi preso por uma operação da polícia federal, um único integrante. O famoso Joaquim Fadista, que já tinha sido pego aqui por nosso pessoal, foi extraditado e voltou. Com um grupo de pessoas cuja quantidade não sabemos.
A operação foi muito rápida e hoje todo mundo foi embora. Nossa base ficou só de novo.
Já que ninguém deste Estado brasileiro se dispõe a ficar aqui, tomamos a decisão, Carlos Travassos, coordenador dos isolados, Artur coordenador da frente, Eu, e dois mateiros nossos, Marreta e Chicão, de vir prá cá.
Fomos deixados pelo helicóptero da operação.
Os caras ainda estão por aqui. Correram quando o helicóptero chegou. Rasto fresco e cortado de hoje. Se o povo da PF ou exercito estivesse aqui a gente pegava todo mundo.
Mas parece que as coisas não são bem assim. Talvez se esse grupo tivesse invadido algum canteiro de obra o PAC, metade do exército já estaria lá.
Mas como é uma basezinha da Funai, área de índios isolados…
O fato é que aqui ficaremos até que alguém ache que uma invasão do território brasileiro por um grupo paramilitar peruano, é algo que mereça atenção.
Somos irresponsáveis. Talvez. Mas antes de tudo existe um compromisso maior com os índios isolados e os contatados nossos vizinhos Ashaninka.
Não temos resposta pra tudo isso. Mas estamos bem perto das perguntas.
Permaneceremos aqui. E nem venham nos buscar para abandonar a base de novo e nem venham aqui passar dois dias.
Se vierem venham pra resolver o problema.
Caso contrário, a gente mesmo vê o que faz.
Um abraço a todos”
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(Blog do Altino Machado)
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Ladrão que rouba ladrão...mas polícia que rouba ladrão?
Em Rondônia, criminosos que cumprem pena na Penitenciária Estadual Edvan Mariano Rosendo, o Urso Panda, foram literalmente roubados. Exatamente R$ 8.526,03 provenientes da central de flagrantes e dos presidiários que trabalham em atividades remuneradas no interior do Panda sumiram misteriosamente do cofre do presídio.
Os presos pediram para receber o dinheiro e, quando o cofre foi aberto, estava vazio.
A Secretaria de Justiça mandou apurar os fatos
A SECRETARIA DE ESTADO DE JUSTIÇA, no uso de suas atribuições legais,
CONSIDERANDO o Ofício, nº 1077-11/DIR.SEG/ P.E.M.R/SEJUS, de 11 de julho do corrente ano, que encaminha documentos, versando sobre a ocorrência de retenção pela Direção da Penitenciária Estadual Edvan Mariano Rosendo, de valores em dinheiro de apenados provenientes da Central de Flagrantes, bem como de apenados que laboram em atividades remuneradas no interior da referida Unidade Prisional, para serem guardados no Cofre situado no setor de armamentos. Entretanto, os valores, num montante de aproximadamente R$ 8.526,03(oito mil quinhentos e vinte e seis reais e três centavos) foram reclamados pelos apenados e quando o referido cofre foi aberto, nenhum valor foi encontrado no seu interior, ou seja, estava completamente vazio.
RESOLVE:
DETERMINAR a instauração da Sindicância Administrativa Disciplinar para apuração dos fatos em toda sua extensão.
NOMEAR os servidores Antonio Carlos da Silva Vieira, Cadastro nº 300037849, e Marli Ramos da Silva, Cadastro nº300017036, para sob a Presidência do primeiro, conduzirem os trabalhos do apuratório.
REGISTRE-SE, PUBLIQUE-SE e CUMPRA-SE.
MIRIAN SPREÁFICO
Secretária de Estado de Justiça
PORTARIA Nº 608/11/GAB/SEJUS, de 25 de maio de 2011.
.............
Do TudoRondônia
Os presos pediram para receber o dinheiro e, quando o cofre foi aberto, estava vazio.
A Secretaria de Justiça mandou apurar os fatos
A SECRETARIA DE ESTADO DE JUSTIÇA, no uso de suas atribuições legais,
CONSIDERANDO o Ofício, nº 1077-11/DIR.SEG/ P.E.M.R/SEJUS, de 11 de julho do corrente ano, que encaminha documentos, versando sobre a ocorrência de retenção pela Direção da Penitenciária Estadual Edvan Mariano Rosendo, de valores em dinheiro de apenados provenientes da Central de Flagrantes, bem como de apenados que laboram em atividades remuneradas no interior da referida Unidade Prisional, para serem guardados no Cofre situado no setor de armamentos. Entretanto, os valores, num montante de aproximadamente R$ 8.526,03(oito mil quinhentos e vinte e seis reais e três centavos) foram reclamados pelos apenados e quando o referido cofre foi aberto, nenhum valor foi encontrado no seu interior, ou seja, estava completamente vazio.
RESOLVE:
DETERMINAR a instauração da Sindicância Administrativa Disciplinar para apuração dos fatos em toda sua extensão.
NOMEAR os servidores Antonio Carlos da Silva Vieira, Cadastro nº 300037849, e Marli Ramos da Silva, Cadastro nº300017036, para sob a Presidência do primeiro, conduzirem os trabalhos do apuratório.
REGISTRE-SE, PUBLIQUE-SE e CUMPRA-SE.
MIRIAN SPREÁFICO
Secretária de Estado de Justiça
PORTARIA Nº 608/11/GAB/SEJUS, de 25 de maio de 2011.
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Do TudoRondônia
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
O Vietnã é aqui...
Não bastasse o desmate tradicional, que nos coloca numa situação de reféns da natureza para os próximos anos, alguns proprietários rurais do Amazonas estão inovando para acabar com a floresta e poderem utilizar a terra para pastagem ou plantação de soja.
Viajando um pouco no túnel do tempo, lembramos que os EUA, ao se sentirem impotentes contra os vietnamitas, na guerra que durou de 1959 a 1975, resolveram acabar com as florestas (habitat que dava a vantagem aos viets) jogando bombas de napalm (Napalm é um conjunto de líquidos inflamáveis à base de gasolina gelificada, utilizados como armamento militar).
Nossos proprietários rurais do Amazonas, não podendo usar o poderoso napalm, optaram por utilizar herbicidas poderosíssimos que, lançados de aviões pulverizadores, desfolham toda a floresta em questão de dias e secam as árvores.
O caso só está tendo repercussão por que envolve grandes interesses econômicos, já que é um método bastante caro e altamente prejudicial ao meio ambiente.
No início de julho, o Ibama, segundo o repórter Eduardo Carvalho, da revista Globo Natureza, apreendeu quatro toneladas desse tal herbicida em uma estrada do município de Novo Aripuanã (AM).
Caso não sejam tomadas providência reais e imediatas, outros proprietários poderão seguir o mesmo rumo e teremos dentro de pouco tempo, não só áreas desérticas, mas populações geneticamente transformadas.
Governo Dilma garante Linhão de energia para Cruzeiro do Sul
O secretário-executivo do Ministério das Minas e Energia, Márcio Zimmermann, anunciou ontem ao governador Tião Viana que seu ministério aprovou o projeto de construção do Linhão de energia elétrica em direção ao Vale do Juruá.
Estimado em cerca de R$ 300 milhões, o Linhão havia sido solicitado pelo governador em fevereiro deste ano, e ontem, para sua surpresa, veio o anúncio da obra, que vai ligar os municípios do Juruá ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que gerencia mais de 96% de toda a energia elétrica de qualidade gerada no país.
Estimado em cerca de R$ 300 milhões, o Linhão havia sido solicitado pelo governador em fevereiro deste ano, e ontem, para sua surpresa, veio o anúncio da obra, que vai ligar os municípios do Juruá ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que gerencia mais de 96% de toda a energia elétrica de qualidade gerada no país.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Quase tudo pronto para a ligação por terra com o Peru
IntegraçãoIr do Brasil à costa do Peru, por terra, ficou mais fácil. Foi inaugurada na semana passada, em Puerto Maldonado, no país vizinho, a ponte que integrará as malhas de estradas dos dois países e dará aos exportadores brasileiros a alternativa de saída pelo Oceano Pacífico, via Acre. Essa ponte é sobre o Rio Madre de Díos. Era a conexão que faltava para a integração com o Pacífico. A foto é do advogado Cassiano Marques, ex-secretário de Esporte e Turismo. (Página 20)
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